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Outliers – “Foras de Série”

No final do ano passado, Malcolm Gladwell chacoalhou o mundo das idéias com a sua teoria das 10 mil horas. Estudando figuras geniais e homens extremamente bem-sucedidos como Bill Gates, os Beatles e até Wolfgang Amadeus Mozart, Gladwell identificou um padrão que se repetia em cada uma das histórias. Bill Gates antes de comercializar seu primeiro software livrotinha tido 10 mil horas de prática em programação de computadores. Já os Beatles, antes de “acontecer”, tinham praticado 10 mil horas em palcos como os de Hamburgo. E Mozart, claro, tinha 10 mil horas de composições – antes de produzir suas maiores obras-primas. No cálculo de Gladwell, essas 10 mil horas são, com muita frequência, distribuídas em 10 anos, o que equivale a mais ou menos 20 horas de prática por semana ou 3 horas de prática por dia (quase todos os dias da semana). Sua grande conclusão é que talento, só, não basta – é preciso trabalho duro para ser um “fora de série” (título da edição brasileira do livro). Felizmente, foi possível ler, antes, sobre a teoria das 10 mil horas no site do Guardian, onde Malcolm Gladwell publicou um excerto. Infelizmente, contudo, esse texto tirou muito da surpresa de Outliers – que tem, ainda, outros grandes insights, mas cuja principal novidade é, justamente, a teoria das 10 mil horas… Gladwell, também, ao contrário do que ficou aparentemente sugerido, não tem uma teoria acabada sobre o gênio nem sobre homens extremamente bem-sucedidos, mas está preocupado em estudar as condições que permitem o surgimento de “foras de série”. Outliers é uma porta aberta nessa direção. Oxalá seja, editorialmente, bem-sucedido, para que Gladwell continue sua investigação…

Fonte: Site Digestivo Cultural

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12º Fórum Internacional de Empreendedores

2A 12ª Edição do Fórum Internacional de Empreendedores – FIE – será realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, em Córdoba. Para todos que não tiveram tempo para buscar patrocínio e ou juntar recursos para o FIE 2009, agora é a nova chance! As inscrições podem ser feitas através do Nexa local ou da Junior Achievement do seu Estado.

Mais informações no site da Junior Achievement.

Senac oferece cursos na área de Gestão de Pessoas

Oi pessoal,

Não estou ganhando nem um centavo pelo merchan, rs, mas segue o link do Senac aqui de Rio Claro, para quem se interessar em algum curso:

Cursos Senac Rio Claro

Um abraço!

😉

As geniosas e talentosas Gerações X e Y

Eu nem ia escrever sobre este assunto, uma vez que já está sendo bem “batido”, mas semana passada eu vi vários artigos aleatoriamente sobre comparativos entre baby boomers, geração X, Y, e esta coisa toda. Bem, pode ser que de tanto ver, eu tenha ficado condicionada e começei a pensar com meus botões sobre a relação destas gerações entre si e com as mudanças constantes e tendências de gestão tão volúveis e “experimentáveis”.

Resumidamente, a ordem cronológica segue a seguinte linha (as datas variam um pouco de acordo com o autor):

1. Baby boomer: nascidos entre 1946 e 1964, no período pós guerra nos EUA, Inglaterra e Rússia – responsáveis pela consolidação do valor dos bens de consumo como carros, casas, televisão, etc. Este grupo inclui a maior parte dos executivos de topo, líderes e políticos, bem como a camada superior da administração na maioria das organizações;

2. Geração X: nascidos entre 1964 e 1975, conhecidos como os precursores do empreendedorismo, pessoas voltadas às ações, e criadores da internet e da visão `fora da caixa´;

3. Geração Y: nascidos entre 1976 e 1994, aqueles que cresceram já com tecnologia, mas que devido ao cenário mundial e nenhuma segurança com o próprio futuro, muitas vezes ainda não fizeram diferença e dependem dos pais boomers para pagar as próprias contas…

Ok, essas definições realmente não se encaixam como uma luva ao Brasil! Sim, porque os “nossos” baby boomers não foram parar na Guerra do Vietnã, nem ficaram aos milhares assistindo chocados ao assassinato de Kennedy. Ao mesmo tempo em que isto acontecia, aqui os “nossos” baby boomers assistiam – com as poucas televisões dos poucos privilegiados brasileiros – os primeiros passos do desenvolvimento de nossa industrialização, a abertura de mercado, a criação da Petrobras, escândalos políticos e ainda que lutassem, muitos foram calados durante a ditadura militar.

Os boomers se caracterizaram por uma geração que se adaptou à busca e mrburnsconquista de um bom emprego ou – com mais sorte – a criação de sua própria empresa, aproveitando a crise mundial pós-guerra que promoveu o início das grandes exportações brasileiras. São profissionais com tendência à manutenção do mesmo emprego por longos anos (praticamente a vida toda), afim de obter estabilidade financeira até a aposentadoria ao final de sua trajetória profissional. Defensores ferrenhos do resultado a curto prazo (alguém disse downsizing aí?). E ainda são eles que geralmente encontramos – mandando e desmandando – no topo das empresas. Mas não são deles que quero falar.

Logo abaixo temos os gestores e a liderança da chamada Geração X, um pessoal atualmente na faixa entre 35 a 45 anos, que se graduou e entrou no mercado de trabalho quando a maioria dos cargos importantes já estava sendo ocupada pelos boomers, o que logicamente, causa ainda bastanteHomer_Computer frustração. São pessoas ativas, e assim sobrevivem no ambiente corporativo apesar de algumas se sentirem ameaçadas pela supremacia dos boomers e as inovações constantes e adaptabilidade dos Yers. Não são muito apegados ao emprego em si, aprenderam a agir por conta própria, pois têm sempre em mente deixar a empresa para empreender ou trabalhar em outras empresas, onde possam ocupar melhores cargos. É do tipo fiel à empresa, até que surja uma oportunidade melhor. O que não está errado, mas incomoda, e muito, os boomers, e me preocupa, vou dizer o porquê.

Como já disse, este pessoal é ativo e aprendeu a se esquivar dos obstáculos e a sobreviver dentro do mundo corporativo FAZENDO, e não só MANDANDO, o que me sugere uma carga extra de experiência prática. Não estou dizendo que os boomers só sabem mandar, milhares deles ralaram sim, e não tiro seus méritos,  mas agora vou “puxar a sardinha” um pouco para o lado dos Xers.

Olhem só isso: segundo um artigo que li no site hreonline.com, atualmente existem 78 milhões de Boomers e 92 mihões de Yers no mundo corporativo, e o artigo questiona como o RH pode preencher esta lacuna. Ué! Cadê os Xers? Por que não foram mencionados em momento algum neste artigo? Teoricamente eles deveriam estar na sucessão dos boomers, e em conseqüência, nós deveríamos aprender com eles!

Tudo bem que nós, Yers, fomos muito privilegiados com informações e tecnologia, e não podem nos condenar por isto. Somos hoje quem interage com o mundo atrás de informações que possam agregar valor e agilidade aos negócios. Sim somos ótimos, vitaminados, necessários e nada modestos. lisa-simpson-104Mas nós sabemos e assumimos: quem está a mais tempo ali vendo a realidade do chão de fábrica não somos nós. Nosso maior conhecimento é sobre teorias e avanços tecnológicos que por vezes nem sabemos como aplicar da melhor forma. E onde estão os Xers, com sua experiência prática, para nos orientar? Eu digo: estão acima de nós e abaixo dos boomers, mas não ao nosso lado. Seria individualismo ou algo pessoal? Incômodo em passar o conhecimento adiante? Falta de confiança? Competitividade? Parece-me que hoje são poucos os que querem cooperar, formar alianças conosco.

Agora, se uma das fortes tendências é a Gestão 2.0, tão já citada mundo afora, por que não unirmos a nossa habilidade como colaboradores e pesquisadores em massa, à experiência prática? O que perderíamos com isso? Com certeza nada. Vamos quebrar estas barreiras de idade e pensamentos, preconceitos, tantos receios e bloqueios em conhecer o novo (inclusive pessoas novas), em aceitar inovações. Todos sairão ganhando colaborando mutuamente. Vamos renovar e reciclar os talentos, juntos.  Os boomers aos poucos estarão saindo do mercado, e temos muito o que fazer e aprender (com eles!) antes de perdermos nosso precioso tempo com estas picuinhas de quem pode mais! Desculpe, caro leitor, mas tenho horror a estes paradigmas!

Nós incomodamos, eu sei, somos curiosos, geniosos, cheios de vontade e opinião, batalhamos de igual para igual por um futuro promissor, queremos usar o msn em horário de trabalho e ainda custamos menos. Mas faço aqui um apelo: Geração X, podem nos chamar de “filhinhos de papai” e de metidos a sabichões, mas humildemente vos digo, nós precisamos aprender com vocês, e vocês, conosco!

Considerações sobre o Encontro sobre Sustentabilidade com Peter Senge

Quem assistiu à palestra pela transmissão ao vivo do site do Banco Real, viu que Peter Senge não é “o cara” à toa. Sua oratória e seu domínio nos argumentos são de gente grande.

Primeiro, que em pleno “Encontro de Sustentabilidade”, ele chega dizendo que odeia essa palavra, e nem uma nem duas vezes, foram vários ataques, rs. Bom, ele pode. E ele está certo. Esta foi uma palavra que caiu na boca do povo indiscriminadamente, e acabou perdendo seu sentido.

Para bancar a empresa ecologicamente correta, qualquer empresa hoje em dia usa esta palavra. Basta comprar os lindos lixos coloridos para reciclagem e a empresa já se diz sustentável. É ou não é?

Bem, Peter Senge condenou esta prática, e emendou que as lideranças emergentes são atualmente as responsáveis pelo que chamou de resgate do sentido da sustentabilidade. Usou o termo empregado em seu livro “As 5 Disciplinas de Peter Senge”, o pensamento sistêmico, e defendeu que este é um processo desafiador e logicamente, com frutos a longo prazo.

E por falar em frutos a longo prazo, Peter Senge comentou bastante sobre os fatores climáticos em que o mundo se encontra, citou os países  pouco (e falsamente) engajados com o problema, a falta de visão a longo prazo das superpotências (argh, só pra constar!) – eu estava adorando, porém o pessoal do chat já estava perdendo a paciência – mas depois de um tempo voltou ao assunto com âmbito corporativo, que era o que o pessoal queria ouvir. Não sei, parece-me que esperavam por uma palestra sobre a Quinta Disciplina, mas ele estava ali para falar em Sustentabilidade, todos deveriam saber que o foco não era completamente corporativo, mas enfim…

O que ele quis dizer, em minha opinião, é que Sustentabilidade começa por nós mesmos, em todos os sentidos: Econômico, Político, Social e Ecologicamente. De nada (ou pouco) adianta reciclar o seu lixo sem reduzí-lo. São nossas atitudes primárias que desencadeiam outros fatores (lembrei-me da Teoria do Caos na hora!), que por si próprios, atendem às nossas vontades e necessidades em colaborar e principalmente, ao mundo. A partir do momento em que nós nos conscientizamos de que o problema é GRAVE, e nos deixamos APRENDER com nossas ações, vamos cobrar, até subjetivamente, mas vamos. Exemplo econo-político-sócio-ecológico: Quantos produtos vocês vêem nas prateleiras dos supermercados cujas superproduções das embalagens são extremamente desnecessárias? Vai tudo para o lixo mesmo! Mas não, o produto tem que aparecer, custe o que custar. E a empresa produz e o povo compra, quem vai se lembrar de ser sustentável, diante daquela belezura de produto?

Lembro-me de um comentário sobre a “Pegada Ecológica”, ou seja, o tamanho do rastro que cada um deixa no planeta pra manter seus “privilégios”. Mandou bem.

Enfim, ele falou sobre tudo isso, e depois exibiu um vídeo, assistam:

O que ele quis dizer com isso? Simples. Tomando aldeias como base de estudo, verificou-se que as mulheres gastam dinheiro em prol da comunidade. Porém, pesquisas mostram que 75 a 85% da verba destinada aos programas de auxílio a pobreza, é gasta com meninos. O que a campanha quer não é responsabilizar a mulher pela fome e miséria no mundo, e sim, sugerir a desproporcionalidade de dinheiro gasto entre meninos e meninas, e segundo o projeto, dentro de outras perspectivas de vida, as adolescentes poderiam ter outras oportunidades, e o mundo ganharia muito também com sua participação como responsáveis pelas redes sociais.

Peter Senge é polêmico e um pouco criticado por suas teorias de certa forma um pouco utópicas. Aqui estou expondo a mensagem que ele quis difundir durante a palestra toda, que por sinal, não foi nenhuma novidade para quem conhece seu trabalho e se interessa pelo meio ambiente.

Além disto, ele finaliza: “Como é que vocês realmente querem viver?” . “Qual é realmente o mundo que vocês querem deixar para seus filhos e netos?”. Bem-estar social é o segredo para destravar nossas emoções. Nós somos a mudança, ninguém mais. E eu continuo sendo fã dele.

Assistam à palestra na íntegra – através da Internet Explorer – acessando as versões:

Em português

Em inglês

Um abraço!

Livros Digitais Gratuitos

Oi pessoal!

Hoje estou meio sem tempo para postar algo mais elaborado, então me lembrei de que acesso vários sites e tenho vários e-books, teses e dissertações baixados pela internet gratuitamente. O formato geralmente é em .pdf, e, usando o Foxit Reader (gosto muito mais que do Adobe, mas isto é opinião pessoal), dá até para recortar os textos! (Boa!) Seguindo aquela linha do meu post sobre Bibliografia, seguem alguns links dos sites onde vocês podem procurar pelos livros que precisarem.

Há também os sites que cobram pelo download do e-book, mas o preço é muito mais acessível. Se alguém conhecer mais algum site,  mande no comentário! Boas buscas, espero que ajude!

*

Domínio Público

Fundação Biblioteca Nacional

Biblioteca Digital Mundial (Paguei pau!)

Biblioteca Online do Sebrae

Projeto Democratização da Leitura

E-book Cult

Cultivox (e-books gratuitos e pagos)

E-books Brasil

Cola da Web

Apostilas para download

Linka Grátis (tem Chiavenato)

Documentarios.org

Biblioteca Virtual USP

Virtual Books

Livros para Todos

Projeto Gutemberg (Esse é feinho mas tem coisas interessantes)

Neolivros (esse é só de livros Clássicos)

E-books Clube de Leituras

Blog do E-book Gratuito

E-book Directory

Free Book Spot

Bom, é isso por hoje! Um ótimo final de semana a todos!

Abraço!

Naira

A palavra é: Rádio-Peão!

Primeiramente e mais importante de tudo: me desculpem pelo termo empregado. Particularmente, não gosto nem um pouco desta nomenclatura usada para definir a nossa boa fofoca do dia-a-dia no ambiente de trabalho, mas, já que estamos aqui e podemos falar abertamente sobre o assunto, que assim seja!

FOFOCA: Segundo o Aurélio, é “informação de caráter pessoal e privado sobre nomes conhecidos do público, veiculada, principalmente, em colunas sociais”. Em inglês, gossip.

Historicamente, a fofoca é tida como uma das perversidades mais antigas do mundo, provavelmente originada desde a formação da linguagem nos primórdios da humanidade.

cavernasApesar de ainda ser um mistério, há uma teoria convencional que defende o processo da criação da linguagem humana como lenta e gradual. É simples de se entender: os homens das cavernas, em sua luta por sobrevivência, organizavam-se em bandos em busca da caça. Porém, havia a necessidade de tornar a coordenação destas caças mais efetiva – ou seja, organizar o grupo em prol do bem comum – o alimento. Para tanto, o homem primitivo desenvolveu a expressão por meio de interjeições, onde indicava sentimentos quando desperto sobre a visão dos fatos ao seu redor, ou pela imitação dos ruídos dos seres ou animais com que se deparava (onomatopéia).

Surgiu então a capacidade de interação entre os indivíduos, fazendo-os atentar para os estímulos e as expressões pessoais uns dos outros, bem como para seus comportamentos. Não podemos nos esquecer de que o instinto de sobrevivência, desencadeia um sentimento chamado competitividade. A necessidade e conquista de informações acerca da vida de outros grupos e pessoas – suas fraquezas, medos, habilidades, etc., estabeleceu definitivamente a troca de informações e a vinculação social entre eles. Bingo! Enfim, eis que surgem as primeiras fofocas da humanidade!

Competitividade aliada à curiosidade e ao fascínio pelo comportamento alheio é bem convidativo a um comentário maldoso, e pode arruinar a reputação de uma pessoa. William Shakespeare (1564-1616) já satirizara a fofoca em Dois Cavaleiros de Verona, obra que conta sobre dois homens daquela cidade italiana que vão para a corte do duque de Milão e lá se apaixonam pela bela Sílvia, filha do duque. Como apenas Valentino é correspondido, Proteu arma uma intriga para vê-lo expulso da corte. Júlia, que tinha compromisso anterior com Proteu, se veste de homem e descobre a falta de caráter dele. Depois, ajuda Sílvia a reencontrar Valentino e todos foram felizes para sempre, creio eu. (Tem alguém chocado aí?)

O homem é um ser social e precisa de interação e comunicação, e os comentários sobre a vida alheia jamais deixarão de existir. Bem, nem sempre a fofoca é vista de forma prejudicial. Pesquisadores de Boston e de Chicago, nos Estados Unidos, afirmam que a fofoca em ambiente de trabalho pode promover a união entre os funcionários e auxiliar na produtividade do profissional. Enfim, logicamente ninguém vive só de trabalho e confidências saudáveis podem trazer uma prazerosa intimidade e cumplicidade à relação entre as pessoas.

fofocaPorém, o problema é que não acaba por aí. Sentimentos negativos como inveja, desmotivação e a insatisfação existem, e todos sabem que isto pode se tornar um problema, e sério. No âmbito corporativo, além de termos de lidar com fofocas envolvendo a vida pessoal do grupo, temos também de nos prevenir (ainda é o melhor remédio) contra as especulações sobre o próprio ambiente de trabalho, e neutralizar a “Rádio-Peão”.

Comentários e boatos sobre fatos abrangentes à empresa, implicam na própria segurança do pessoal. É imprescindível ter cuidado com a falta de percepção dos colaboradores quanto à veracidade das informações que chegam aos seus ouvidos. É provável, infelizmente, que o receptor não vá checá-las, e pior, as passem adiante mesmo assim, causando um estrago ainda maior.

Com uma comunicação interna bem eficiente – inclusive abordando claramente este assunto – é possível diminuir, e muito, a ocorrência de boatos, afinal, o que não é bem comunicado acaba sendo veiculado pela rádio-peão de forma inadequada. A elaboração de um bom programa de comunicação interna faz com que os colaboradores se sintam mais seguros e alinhados aos objetivos e resultados da empresa. Dentro de um ambiente confiável, o foco no trabalho será conquistado de forma natural. À liderança, cabe a tarefa de identificar os colaboradores-chave deste processo, de onde podem partir estes tipos de atitudes, e corrigí-las. E não adianta negar, geralmente os “fofoqueiros de plantão” são bem conhecidos.

Algumas atitudes podem ajudar a diminuir o risco de passarmos pelo constrangimento da fofoca corporativa, como por exemplo:

– Aja sempre de maneira correta e justa com todos, assim, se for alvo de fofoca, terá sempre algum aliado que poderá alertá-lo.
– Evite falar sobre seus problemas pessoais no trabalho, salvo com aquelas pessoas que você tem certeza de que efetivamente podem ajudar. E faça isto em voz baixa.
– Sempre que precisar confrontar ou corrigir alguém, faça-o em particular, nunca em público.
– Evite dar suas opiniões e versões publicamente.
– Cuidado com o estusiasmo: evite comentários sobre seus resultados positivos.
– Conheça. Julgar a pessoa pela primeira impressão nem pensar.
– Procure não falar sobre a vida pessoal de seus colegas de trabalho e jamais faça comentários maldosos, assim, você desecoraja esta prática entre seus colegas.
– Frases do tipo “não é nada pessoal, mas…”, “não tenho nada contra ele, mas…”, “sabe da última…” devem definitivamente estar fora de sua vida.

Você, caro leitor, gestor ou não, também tem responsabilidade sobre isto e pode contribuir. Abaixo segue um texto bem famoso (desconheço o autor), “As três Peneiras de Sócrates”, ótimo para reflexão. Aplicando isto à sua vida pessoal e profissional, fará a sua parte, e nada como manter a consciência tranqüila, não é?

“Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

– Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

– Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

– Três peneiras? Que queres dizer?

– Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

– Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

– A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:

– Devo confessar que não.

– A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

– Útil? Na verdade, não.

– Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.”

Um abraço!
🙂

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